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Escrito por Redação às 11h53
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ULTIMO PROGRAMA - 07/11/2007 21h

 

Evite o vexame do banheirão gay

O banheiro público virou um campo minado para os rapazes. Um gesto involuntário, um olhar enviesado ou a simples demora em urinar, tudo corre o risco de ser interpretado como uma abordagem sexual. Tradicional point de paquera e de fantasia, o mictório pode até derrubar um senador de 62 anos, pai de três filhos, nos EUA. Do partido do presidente George W. Bush, Larry Craig foi acusado de "fazer o banheirão" em um aeroporto. Teve de convocar a imprensa para negar a homossexualidade, ao lado da sua mulher. É o escândalo do momento por lá. BAFÃOOOOO...

 

 Mas como não queremos que você, nosso querido ouvinte e leitor passe por situação desagradável preparamos 10 dicas para tu ficar esperta viu mona!

 

1- Evite "estacionar" no mictório. Passar muito tempo segurando o dito-cujo é o primeiro sinal de outras intenções no banheiro --principalmente se ao seu lado estiver um bofe-escândalo!!!

2- Não desperdice água com sucessivas descargas fingindo uma crônica incontinência urinária. Nem demore séculos lavando as mãos, olhando pelo espelho quem está no mictório. Os rios da cidade agradecem.

3- Para evitar riscos no banheiro do seu trabalho, prefira ocupar o reservado. Mas não ponha seu pé nem a cabeça por debaixo da divisória. Nada de passar o espelhinho por baixo para conferir as necas ao lado.

4- Mire só a parede em frente ao mictório, com o olhar de um peixe morto e os lábios cerrados. Evite respiração ofegante. Junte bem as pernas, como uma bailarina. Evite tirar tudo para fora da braguilha. No final, não faça barulho ao balançar sua genitália.

5- Evite visitar os banheiros de todos os andares do shopping em menos de 30 minutos. Sua mania de querer demarcar território, como um gato, pode ser flagrada por câmeras e ser confundida como roteiro de pegação.

6- Nada de se distrair riscando mensagens nas portas dos reservados, descrevendo suas preferências sexuais ou indicando número do celular, e-mail e MSN. Não faça buracos nas portas com canivetes.

7- Nunca suba em cima do vaso para espiar sobre a divisória. Há o perigo de o assento quebrar e você sujar aquele seu tênis caríssimo Adidas ou Puma e a barra de seu jeans Diesel ou Dolce & Gabbana.

8- No reservado, evite se ajoelhar entre o vaso sanitário e a divisória. O espaço costuma ser pequeno, e você corre o risco de ficar entalado, sendo obrigado a gritar por ajuda ou quebrar uma das costelas para sair.

9- Nunca, mas nunca mesmo, use o reservado dos deficientes físicos. É um lugar espaçoso, as barras são ótimas, mas você está usurpando um direito alheio. Também não fique na porta do banheiro escolhendo vítimas.

10- Mona, banheiro não é camarim. Evite levar sua completíssima nécessaire francesa para espremer calo, molhar o cabelo, retocar o topete, trocar o perfume, o desodorante ou passar o fio dental. Fuja da guerra.

Prestou atenção? Então bicha, se joga mas aja com cuidado e descrição!!



Escrito por Redação às 11h32
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Chinesa de 60 anos cria blog para defender filho gay

 
  

Uma chinesa de 60 anos é a primeira mãe da China a defender aberta e publicamente a homossexualidade de seu filho, através de um blog, criado por ela para explicar sua experiência de ser mãe de um gay em um país ainda muito homofóbico.

Wu Youjain disse que o principal objetivo da página é ajudar outros pais de gays a lidar e aceitar seus filhos, "para que saibam que eles são iguais" ao dela e que ela "aceita-o".

O filho de Wu, Zheng Yuntao, de 27 anos, foi o primeiro a sair do armário na província de Cantão, no sul do país, quando, aos 18 anos, revelou à mãe que gostava de homens.

"Não me surpreendi, mas achei que ele era ainda muito jovem para ter certezas sobre a sua sexualidade", contou a mãe.

Zheng trabalha atualmente como editor em um site voltado para os gays e é entrevistado freqüentemente para algumas redes de televisão.

De acordo com estatísticas, a China tem cerca de 40 milhões de homossexuais. Em 2001, a China deixou oficialmente de considerar a homossexualidade como uma doença, embora a maioria da população ainda ache que isso é um distúrbio.



Escrito por Redação às 11h16
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Rede Globo faz apologia ao preconceito, diz ouvinte!

Por Luis Antonio de Paula*


 
  

Assistindo aos capítulos da novela "Duas Caras", vejo o drama vivido pelo personagem Bernardinho que é gay.
 
Na novela, ele sofre todo o preconceito e incompreensão da família pelo fato de ser gay.

No capítulo de segunda-feira, 5/11, vemos nitidamente que a Globo não se preocupa em mostrar a realidade do gay, e sim mostrar uma situação até irreal, pois ele, além do preconceito sofrido em casa, sofre também o preconceito da vizinhança que o espera no portão de sua casa, para constrangê-lo com piadinhas, vaias e outras coisas.
 
Mostrou que o moço está numa situação constrangedora, desvantajosa e sendo massacrado pela sociedade - e se disserem que estão retratando a realidade vivida pelo gay, é mentira, porque sabemos que hoje em dia não é assim o tratamento da sociedade com o gay. As pessoas têm no mínimo respeito e as cenas mostradas na tevê são cenas que se encaixariam a 40 ou 50 anos atrás, mesmo assim talvez não seria da forma que está sendo mostrado em horário nobre, instigando pais de família a reprimirem seus filhos diferentes, a expulsá-los de casa, a obrigarem-no a agir contra sua vontade, exorcizá-los (vejam que absurdo mostrado na tela).

E o pior de tudo é que com certeza um adolescente gay, vendo as cenas vividas pelo ator, será incentivado a não se abrir com a família com medo da incompreensão e sofrer o mesmo drama vivido pelo ator (ou seja, as novelas influenciam comportamentos - todos sabem disso).

Para mostrar um beijo gay na tela, ela nunca mostra. Mostrar um gay, bem casado, feliz, bem resolvido e respeitado pela sociedade em que vive, ela também não mostra, mas mostrar o gay em situação de desvantagem, isso ela faz questão de mostrar - mostrar o gay em situação totalmente fora da realidade, isso também ela faz questão de mostrar. Por isso eu acho que a Rede Globo faz descaradamente apologia ao preconceito e não apóia e nunca apoiou os homossexuais.
 
Na novela passada (Paraíso Tropical) havia dois personagens gays, casados. No entanto, seus personagens não receberam tanto destaque, ficaram o tempo todo escondidos, vivendo de forma camuflada e poucas pessoas souberam que tratava-se de homossexuais.

Ou seja, a rede globo mostra que o gay é a pessoa que se não viver de forma discreta, escondida, torna-se motivo para chacotas, preconceitos absurdos e longe da realidade. Seria muito mais proveitoso se, ao invés disso, mostrasse o gay sendo aceito pela sociedade, sendo respeitado como é e impondo respeito às pessoas, que aí sim com certeza estaríamos subindo vários degraus para conquistar muitos de nossos direitos, bem como vencer o preconceito geral, impostos pela sociedade e a falta de conhecimento dessa.

*Ouvinte do programa MUNDO G que mandou o texto para nossa redação após ter assistido ao capítulo em questão



Escrito por Redação às 11h14
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QUE HORROR!!!! QUANDO ESSE TORMENTO VAI ACABAR? LEIA MATÉRIA DO

37 homens são presos em festa gay na Malásia  
   

 

 

  

37 homens foram presos durante uma festa gay realizada em uma academia de ginástica na ilha de Penang, na Malásia, no último domingo 4.

Segundo a polícia, foram encontrados na festa tubos de lubrificante, cerca de vinte revistas gays, vídeos pornográficos e caixas de preservativos. O proprietário da academia está ameaçado de perder o alvará de funcionamento.

Os detidos, que têm idades entre 20 e 45 anos, poderão ser condenados por sodomia. Um inglês e um chinês estavam entre os homens presos.

A sodomia é punida na Malásia, país mulçumano, com até 20 anos de prisão.



Escrito por Redação às 11h10
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Depois de Bernardinho, outro personagem sai do armário em novela da Band

 
  

Após a conturbada descoberta da orientação sexual de Bernardinho, na novela "Duas Caras", da Rede Globo, é a vez de outro personagem de um folhetim sair do armário. Desta vez o protagonista do outing será o DJ Christian Garcia, interpretado pelo bonitão Lorenzo Martin, da novela "Dance, Dance, Dance", exibida pela Band.

A revelação acontece no capítulo da próxima segunda-feira, 12/11, e ao que tudo indica será um pouco mais tranqüila que a de Bernardinho. Otávio, pai do personagem Christian, ficará confuso e sem ação. Depois, vai oferecer dinheiro para Sofia, melhor amiga do DJ, fazer Christian "esquecer" que é gay e se casar com ela.

 

 



Escrito por Redação às 11h08
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Novas pesquisas desmentem teoria de que epidemia da Aids tenha começado com Gay

 
  

Cientistas parecem ter finalmente descoberto onde e quando o vírus do HIV começou a se propagar pelo mundo e virar uma epidemia em escala mundial. As novas descobertas apontam ainda que a teoria de que um gay canadense teria sido o "paciente zero" está errada.

Já se sabia que o HIV teve origem na África Central nos anos 1930, tendo como origem o chimpanzé, fonte de alimentação das populações locais, e depois de meio século se alastrou pelo mundo e o elo que faltava entre os dois continentes é o Haiti.

O país mais pobre do continente americano serviu de ponte para a passagem do vírus da Aids para os EUA, onde sempre houve uma longa tradição de imigração. Esta é a teoria defendida por Michael Worobey, professor de Biologia, na Universidade do Arizona. De acordo com o cientista, teria sido um imigrante haitiano que levou a doença para os Estados Unidos por volta de 1969.

A nova teoria vai de encontro à outra, que defende a hipótese de o "paciente zero" ter sido um homossexual do Canadá, já que os primeiros casos de contaminação foram registrados entre a comunidade GLS de Los Angeles, EUA.

Os estudos pretendem estabelecer ainda os laços de contágio até o Haiti.



Escrito por Redação às 11h07
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Brasil lança na ONU documento sobre direitos humanos para homossexuais

 
  

No dia 7 de novembro, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, o governo brasileiro, por meio do Ministério de Relações Exteriores juntamente com os governos argentino e uruguaio, além de diversas ONGs lançaram um importante documento sobre como aplicar a legislação internacional de direitos humanos às questões relacionadas à orientação sexual e identidade de gênero de princípios de direitos humanos para homossexuais. Os Princípios de Yogyakarta.

A ABGLT - Associação Brasileira de Gays Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais a partir do Projeto Direitos GLBTs no MERCOSUL coordenado por Alexandre Boer (SOMOS/Porto Alegre) e Beto de Jesus (IEN/São Paulo) juntamente com a ILGA - International Lesbian and Gay Assotiacion  foram articuladoras para que o governo brasileiro apoiasse essa iniciativa, além de articular a SEDH - Secretaria Especial de Direitos Humanos a impressão dos Princípios de Yogyakarta para difusão nacional. Em parceria com Sonia Correa da ABIA e do Sexuality Policy Watch, que foi co-presidente dos trabalhos na Indonésia, os Princípios foram lançados em algumas cidades brasileiras como Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Porto Alegre e São Paulo também com participação de ONGs locais.

Desde 2003, quando o Brasil apresentou formalmente uma Resolução no Conselho de Direitos Humanos da ONU tratando de Direitos Humanos e Orientação Sexual, foi constituída uma coalizão internacional de grupos GLBTs e de Direitos Humanos em torno desse tema para apoiar essa iniciativa.

Apesar de o Brasil ter retirado a Resolução em 2005 por pressão em sua agenda econômica e insuficiência de apoio dos países votantes, muitas ações continuaram sendo feitas buscando criar musculatura na região e envolvendo outros paises na América Latina. Simultaneamente, ações mais globais iam se desenvolvendo num trabalho de rede e os Princípios de Yogyakarta foi uma delas.

Para Beto de Jesus, "a iniciativa de apoio do governo brasileiro é fruto da discussão sobre os Princípios de Yogyakarta iniciada na reunião da IX RAADDHH - Reunião das Altas Autoridades em Direitos Humanos do MERCOSUL e Países Associados realizada em Montevidéu em agosto passado onde os mesmos foram ratificados pelos países presentes e do trabalho consolidado da ABGLT nas várias esferas do governo brasileiro".

Toni Reis, presidente da AGBLT, avalia a questão da seguinte forma. "Estamos vivendo um momento muito importante, pois a ABGLT além da luta no campo doméstico, volta-se também para a arena internacional, assumindo um importante papel no bloco dos países do sul".

Beto de Jesus encontra-se em Nova York essa semana para o lançamento dos Princípios de Yogyakarta e para articular com a Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas as estratégias para a próxima reunião do Conselho de ONGs da ONU. A ABGLT solicitou o status do ECOSOC, que garantirá a mesma falar em seu próprio nome quando participar de atividades na ONU.

As ONGs que participam do lançamento são: ARC-International; Center for Women's Global Leadership; Global Rights; Human Rights Watch; International Commission of Jurists; International Gay and Lesbian Human Rights Commission; ILGA - International Lesbian and Gay Association e International Service for Human Rights.



Escrito por Redação às 11h06
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SUCESSO NO PROGRAMA!!!

Esse som ja virou febre na programação musical do MUNDO G. Se a música ja faz sucesso o videoclip então nem se fala! Recorde de acessos no You Tube Veja e dê boas risadas!



Escrito por Redação às 16h47
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ESPECIAL: TOME NOTA!




Leis e Direitos Homossexuais
Você sabia disso?

 


Depois de muita luta, os grupos de militância e associações não governamentais vem atingindo grandes conquistas em relação ao bem estar e dignidade de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros da população brasileira e assim temos que fazer uso deles, para podermos mostrar aos governantes que somos uma grande parcela daqueles que os elegem e não estamos apenas em evidência em grande comemorações realizadas em datas específicas como as Paradas espalhadas pelo Brasil.

Como tais conquistas ainda não são de abrangência nacional, em muitos Estados já podemos estar seguros pela lei de trocar afeto em locais públicos, entrar com um parceiro ou parceira do mesmo sexo em motéis, bares, restaurantes e qualquer outro local, graças a lei "anti discriminatória" que dão aos casais homossexuais os mesmos direitos dados pela constituição aos casais heterossexuais.

Se já não bastasse tamanha conquista, algumas ONG’s (Organizações Não-Governamentais) implantaram um Livro de Registro de Parceria Homossexual, que não possui valor legal como um casamento heterossexual realizado em cartórios, mas já tem seu valor junto a algumas instituições como INSS e algumas companhias de seguro de vida e saúde.

Erik Galdino
erik-galdino@uol.com.br

 



LEIS, PREVIDÊNCIA E MINUTAS APROVADAS

Juiz de Fora
Lei antidiscriminatória de
Juiz de Fora


Minas Gerais
Lei antidiscriminatória de
Minas Gerais


Rio de Janeiro
Lei antidiscriminatória do
Rio de Janeiro


Rio Grande do Sul
Lei antidiscriminatória do
Rio Grande do Sul

São Paulo
Lei antidiscriminatória de
São Paulo


CRP
Minuta da resolução do
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA


Recife
Extensão do código previdenciário do município de
Recife, onde inclue os homossexuais




PROJETOS DE LEI E
CASOS CONQUISTADOS

São Paulo
Projeto de lei N.º 440/2001
de autoria do vereador Ítalo Cardoso


São Paulo
Mudança de nome de
Transexuais


São Paulo
Projeto de lei Parceria Civil Registrada
de Marta Suplicy



Escrito por Redação às 12h39
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INFORMAÇÕES PARA OS PAIS - Parte I


Guia de Orientação para
PAI e MÃE de Homossexual


INTRODUÇÃO

O objetivo deste guia é orientar pais de filhos homossexuais. Ele é apresentado em forma de perguntas e respostas com questões práticas do dia-a-dia. São perguntas comuns formuladas por pai e mãe. Os pais, quando fazem uma pergunta sobre a homossexualidade do filho, trazem uma carga emocional acompanhada de muita vergonha e culpa. Esta situação é um reflexo, muitas vezes, de pura falta de informação. Quero alertar que este guia não contém verdades absolutas. A homossexualidade, apesar de existir desde que o Ser Humano apareceu na face da terra, ainda é pouco estudada pela Ciência. Tenho a preocupação aqui de separar mitos e verdades sobre a homossexualidade. Este guia é dinâmico e sempre será atualizado.

 
Este guia deve ser copiado, impresso, xerocado e distribuído a quem interessar. Se você já saiu do armário ou esta saindo e encontra-se numa boa com seus pais, imprima este guia e leia junto com eles. Pedimos apenas que nas cópias seja sempre citado este crédito:

"Guia elaborado pelo psicólogo João Batista Pedrosa - CRP 06/31768.3 exclusivamente para o site www.armariox.com.br / Maio de 2003."

1. O que é a homossexualidade?
É a orientação do desejo (paixões e fantasias sexuais) para a pessoa do mesmo sexo. No caso do homossexual seu objeto de desejo é uma pessoa do mesmo sexo. Na natureza encontramos dois tipos de identidade de gênero; o masculino e o feminino. Porém, existem mais de dois tipos de orientação sexual. A grande maioria das pessoas tem a orientação sexual heterossexual, mas encontramos outras com a orientação homossexual ou mesmo bissexual. Isto ocorre por conta da diversidade da natureza.

2. Homossexualidade é uma doença?
A APA (Associação Americana de Psiquiatria) retirou a homossexualidade do seu "Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais” (DSM) em 1973, depois de rever estudos e provas que revelavam que a homossexualidade não se enquadra nos critérios utilizados na categorização de doenças mentais. A homossexualidade é, portanto, uma forma de orientação sexual. Em 1985, o Conselho Federal de Medicina do Brasil passa a desconsiderar o artigo 302.0 da classificação Internacional de Doenças, que considerava a homossexualidade uma doença. Em 1991, a Organização Mundial da Saúde passa a desconsiderar a homossexualidade como doença.

 

3. O termo "homossexualismo" não é mais usado porque é da época em que gays e lésbicas eram considerados pessoas doentes?
Sim, o sufixo "ismo" é usado para terminologia de palavras associadas a doenças. Por isso, hoje não se usa mais a palavra homossexualismo. O correto é usar homossexualidade ou homoafetividade, esta última para não dar a conotação meramente sexual.

 

4. Homossexualidade é uma opção que a pessoa faz na vida ou uma orientação sexual que é independente da vontade da pessoa?
Hoje já se sabe que ser gay ou ser lésbica não é uma opção. Este é mais um mito: as pessoas são gays por opção! Optar significa escolher em ser ou não ser gay. Assim como o heterossexual não escolhe em ser ou não ser heterossexual, o mesmo acontece com o homossexual. Existem vários fatores que determinam esta orientação, que é independe da vontade das pessoas, por isto não é uma opção. A ciência, os psicólogos e os médicos não chegaram ainda a uma conclusão. Acredita-se que fatores genéticos, culturais e sociais influenciam na fixação da orientação. A questão encontra-se em aberto.

 

5. Existe cura para a homossexualidade?
“Não há provas científicas que demonstrem que as terapias de reversão ou de cura são eficazes na modificação da orientação sexual de uma pessoa. Há, contudo, provas de que este tipo de terapia pode ter resultados destrutivos”. Quem escreveu esta frase foi o Dr. Rodrigo Munoz, Presidente da APA (Associação Americana de Psiquiatria). Em 1999, foi publicada uma resolução do Conselho Federal de Psicologia do Brasil que normatiza a conduta dos psicólogos frente a esta questão: "os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades".

 

6. Quais as consequência psicológicas para o homossexual que se submete a "cura"?
Alguns grupos religiosos no Brasil e no exterior pregam a cura da homossexualidade sem sucesso prático algum. A Associação Americana de Psicologia, a Associação Americana de Assistentes Sociais e a Associação Americana de Pediatras alertam que esta prática não é científica nem ética. E que a reversão põe em risco a saúde mental da pessoa, podendo causar danos irreparáveis aos pacientes. Esta tentativa de "cura" pode desencadear algum tipo de doença mental - se o paciente tiver alguma predisposição genética - bem como provocar depressão, baixa auto-estima, ansiedade, suicídio e comportamentos auto-destrutivos, como: uso de drogas, prática de sexo sem segurança, etc.

 

7. É verdade que o índice de suicídio entre jovens homossexuais é maior do que entre jovens heterossexuais?
Sim. Por motivos socias e culturais as famílias "abafam o caso". No Brasil não temos estatísticas, mas segundo pesquisa dos Arquivos Médicos de Pediatria e Adolescência dos Estados Unidos - 1999: a probabilidade de estudantes do ensino secundário que são gay, lésbica ou bissexual, tentarem cometer suicídio é pelo menos 3 vezes maior em relação aos seus colegas heterossexuais.

 

8. Eu sinto culpa por ele ser homossexual. Todo pai e mãe sentem esta culpa?
Os pais sentem realmente muita culpa. Para alguns é um verdadeiro castigo ter um filho homossexual. Os pais devem entender que quando se coloca um filho no mundo, este filho é um prolongamento do pai e da mãe. Ele é o resultado de uma mistura da herança genética (características físicas e psicológicas) e da herança geracional (crenças, costumes e comportamentos) que os pais passam para o filho. Sentir culpa ou vergonha por ter um filho homossexual leva-me ao raciocínio de que existe uma culpa anterior: ter vergonha e culpa deles mesmos, o pai e a mãe existirem. O amor de pai e de mãe para o filho deve ser incondicional, independente dele estar enquadrado nos padrões sócio-culturais: alto, gordo, negro, branco, feio, bonito, homossexual ou heterossexual. Amor incondicional significa amar os filhos independente do que eles são, sem impor nenhuma condição. Amar os filhos significa algo muito concreto; educá-los, orientá-los para a vida e aceitá-los tal como são. Finalmente amor paterno e materno significa cuidar da saúde física e emocional dos filhos que foram gerados.

 

9. Quais são as preocupações que eu devo ter com o filho homossexual?
Descobrindo que você tem um filho homossexual, você pai e mãe, inicialmente, informe-se. Se necessário procure ajuda de um profissional: um piscólogo ou um psicoterapeuta sexual.

 

10. Ele pode ser feliz sendo homossexual?
Ele poderá ter uma vida bem mais sofrida do que as maioria das pessoas mas, dependendo do apoio que receber, o sofrimento pode ser amenizado e o seu filho gay ou a sua filha lésbica terá uma vida saudável.

 

11. Porquê o homossexual é discriminado na sociedade?
Porque ele é diferente da maioria e encontra-se fora dos padrões estabelecidos pela sociedade. Na história da humanidade os homossexuais sempre foram perseguidos e mortos por serem diferentes.

 

12. Como eu devo agir com ele?
Com muita naturalidade. Ele precisa muito do seu apoio e acima de tudo atenção, carinho e afeto. Não se afaste do seu filho. Procure ter uma relação de confiança com ele. Tenha interesse na vida escolar: procure saber como vai indo na escola. Procure conhecer os amigos e o namorado dele. Pelo menos uma vez por semana, durante 30 minutos, sente-se com seu filho e converse com ele. Divida um pouco de seu tempo com ele. Esteja presente, não só provendo seus filhos de bens materiais, mas dando suporte emocional, dialogando e demonstrando seu carinho.

 

13. Porquê eu devo aceitar a homossexualidade do meu filho gay ou da minha filha lésbica?
Porque o filho não escolhe ser homossexual e porque ele ama muito você. Muitos pais protejem-se da homossexualidade dos filhos criando barreiras e sendo frios nas relações. É bem provável que seu filho ou sua filha estejam impedidos de demonstrarem carinho por você como conseqüência destas barreiras que você mesmo construiu.

 

14. Eu sinto vergonha de ter um filho homossexual. O que eu faço para livrar-me deste sentimento tão ruim?
Aproxime-se do seu filho, perceba a sensibilidade deste Ser Humano que você gerou. Você pai e mãe ficarão surpresos, pois descobrirão uma pessoa especial no seu filho. Não tenha medo de abraçar, beijar e acariciar seu filho. Agindo assim, ele se sentirá amado e você dará mais segurança para que ele possa enfrentar o mundo. Pai e mãe, sejam empáticos, entrem no sentimento do seu filho e trate-o como você gostaria de ser tratado caso tivesse sido homossexual. Você passará a ter orgulho do seu filho em vez de vergonha.

 

15. Eu devo falar para amigos, professores, familiares e vizinhos que ele é homossexual?
Não deve falar. Esta é um decisão que cabe ao seu filho. Aparecendo uma situação concreta e pública que envolva a homossexualidade dele, vocês devem decidirem juntos o que fazer



Escrito por Redação às 12h38
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INFORMAÇÕES PARA OS PAIS - Parte II

16. Como ele reaje quando descobre sua homossexualidade?
É motivo de grande sofrimento e contradição para um pequeno Ser Humano, que já na infância percebe os primeiros sinais da sua homossexualidade: a menina que se sente atraída pela professora ou o menino que sente uma admiração especial por uma figura masculina do seu convívio, etc. A contradição ocorre porque a mensagem emocional e cultural que ele recebe é que sentir atração por pessoas do mesmo sexo não é bom. Esta mensagem conflita com sua orientação sexual que começa a manifestar-se. Os psicólogos já evidenciaram que, já na infância, há intensos conflitos internos (confusão de sentimentos) e externos (repressão sócio-familiar) sofridos pelo homossexual. Estes conflitos gerarão um grande estresse emocional, que pode acompanhar o homossexual pelo resto da vida.

 

17. Quais serão as consequências se eu rejeitar a homossexualidade dele?
Não existe nada mais desumano do que um pai ou uma mãe rejeitar um filho. Seja por qual motivo for. Tirando os casos em que a mãe, por exemplo, apresenta um quadro ligado a algum tipo de distúrbio mental é compreensiva a rejeição, mas quando os pais estão na sua mais perfeita condição psicológica, torna-se chocante a rejeição. Na minha experiência, como psicólogo, eu idenfiquei dois tipos de rejeição: a explícita (menos comum) e a implícita (mais comum). As duas trarão danos, em menor ou maior grau, ao desenvolvimento emocional do seu filho. A explícita ocorre quando os pais, explicitamente, rejeitam o filho: espancamento, expulsão de casa, desqualificação pública do filho por ser homossexual, piadas, insinuações, etc. A implícita ocorre quando os pais não verbalizam a rejeição, mas o rejeitado sente a rejeição através do comportamento não-verbal dos pais e de suas atitudes. Os pais adotam a "política do silêncio" e fazem de conta que não sabem de nada. Afastam-se do filho. Nos dois casos o estresse emocional irá instalar-se comprometendo, em alguns homossexuais: primeiro o seu desenvolvimento cognitivo, fazendo com que tenham problemas de aprendizagem escolar; segundo o seu processo de socialização, comprometendo a sua inserção no grupo social que convive; e terceiro o seu desenvolvimento emocional e afetivo, podendo ser potencializados vários distúrbios psico-sociais.

 

18. Quais serão as consequências se eu aceitar a homossexualidade dele?
Você terá um filho com mais equilíbrio emocional e a possibilidade do sucesso dele nas relações pessoais e profissionais serão maiores. Você fará com que aumente a auto-estima dele. Sua convivência será menos estressante e mais harmônica. Você terá ao seu lado uma pessoa mais feliz, mais segura de si, solidária com você e com os outros. Quando você precisar de algo será a primeira pessoa que certamente lhe dará suporte e muito provavelmente não lhe abandonará na sua velhice. Os homossexuais, pela própria discriminação que sofrem durante toda a vida, são pessoas que desenvolvem uma sensibilidade mais apurada nos seus relacionamentos e geralmente são mais solidários.

 

19. Porquê hoje em dia existem tantos homossexuais? Sempre existiu a homossexualidade?
Sim, a história da humanidade, em todos os seus períodos, sempre registrou a existência da homossexualidade. Há o mito de que: hoje em dia existem mais gays! O que acontece realmente é que hoje em dia, principalmete a partir do final de década de 60, no ocidente, a questão da homossexualidade ganhou mais visibilidade, ou seja está aparecendo mais. Isto ocorreu por conta da organização dos gays e lésbicas em vários países. Estão acontecendo, também, pequenos avanços nas legislações e nas políticas dos governos do ocidente em relação ao reconhecimento das relações gays e a proteção ao homossexual. Estes fatos fazem com que as pessoas sintam-se mais seguras e assumam publicamente sua homossexualidade ou saiam do armário como atualmente se diz. Antigamente, como ainda hoje, a maioria dos gays e lésbicas reprime a homossexualidade assumindo um casamento heterossexual para se proteger, para ser aceita pela família, pela sociedade e ter sucesso profissional.

 

20. Além de gay e lésbica existem outros nomes que eu não entendo direito, como Travesti e Drag Queen, o que são?
O mundo da sexualidade humana é bastante complexo e apresenta uma enorme diversidade, muito além do modelo heterossexual predominante, que visa a reprodução e a perpetuação da espécie humana. Ao longo da história da humanidade surgem vários padrões de manifestações da sexualidade. E no futuro aparecerão novos padrões. Isto acontece devido a inteligência humana, a plasticidade e a inventividade do cérebro humano que é capaz de transformar e criar .



Para explicar esta pergunta, eu vou reproduzir um texto do site www.abalo.com.br assinado pelo Eduardo Moraes. Ele coloca de forma clara as várias manifestações da sexualidade humana com exemplos bem atuais da nossa realidade.



Caso tenha interesse por outros termos, consulte também nosso Glossário. Clique aqui.

 

Drag Queens: Homens, geralmente gays, que se vestem de mulher para trabalhos, telegramas animados, shows ou simplesmente para dar pinta. Tem como característica o exagero, transformando-se numa mulher "absurda", de cabelos coloridos, roupas extravagantes e maquiagens carregadas. Exemplos de drags: Nany People, Dimmy Kieer e Sissi Girl. Há dentro deste segmento uma subcategoria, as Top Drags que são aquelas que procuram se aproximar das modelos de passarela, usam roupas curtas e/ou sensuais, geralmente são magras, mostram muito o corpo e a maquiagem é exagerada. Exemplos de top drags: Veronika, Nadarc e Márcia Panthera. Nos shows geralmente fazem a linha "bate cabelo".

 

Transformistas: Gays, que se vestem de mulher, se aproximando o máximo possível da figura feminina, sem os exageros de maquiagem. Muitas vezes para shows onde a dublagem é mais valorizada; concursos de beleza e algumas fazem cover de seus ídolos como Madonna, Britney Spears, Lisa Minelli, Maria Bethânia, Clara Nunes, etc. Exemplos de transformistas: Silvetty Montilla, Luiza Gasparelly, Léo Áquila, Michelle X, Andréia Gasparelly e Marcela do Nascimento.

 

Caricatas: Gays, que se vestem de mulher, fazendo uma representação caricatural, escrachada e bastante divertida. Seus shows/esquetes são com músicas em velocidade alterada e comicidade explícita. Exemplos de caricatas: Kaika Sabatella, Pandora Boat, Suzi Brasil, Black Negona, Lola Batalhão, Thalia Bombinha e Rose Bom Bom.

 

Drag Kings: Mulheres, geralmente lésbicas, que se vestem de homem, para irem às festas ou se divertirem.

 

Andróginos: Homens ou mulheres que possuem aparência ou modo indefinidos, entre masculino e feminino, os dois gêneros se fundem em seu visual. Exemplo de andrógino: Victor Piercing.

 

Crossdressers: Primeiramente o crossdresser era o homem heterossexual que se vestia de mulher para fazer sexo com mulher, mas como tudo se transforma, hoje se definem crossdressers homens heterossexuais, bissexuais ou gays cujo fetiche é vestir-se com roupas femininas para fazer sexo e/ou sentir-se como mulheres. O que difere estes dos casos acima, é que eles não assumem publicamente esta identidade. Em todos estes casos, eles se vestem (montam) como o sexo oposto para seus determinados fins e depois de tiradas as roupas, voltam a levar uma vida normal como gay ou homem.
Mas há aqueles que realmente modificam o corpo, vivendo fisicamente a imagem do sexo oposto, como os travestis e os transexuais.

 

Travestis: O travesti é um homem que não só se veste como adquire formas femininas através de hormônios, silicone e/ou cirurgias reparatórias, mas não sentem desconforto com seu sexo anatômico, não abandonam algumas funções sexuais masculinas, pois em muitos casos fazem o papel ativo em suas relações sexuais, principalmente as profissionais. Também fazem shows onde as de maior destaque são chamadas de Divas. Exemplos de travestis: Rogéria, Laura de Vison e Thelma Lipp.

 

Transexuais (Transgêneros ou Disfóricos(as) de Gênero): São pessoas que nasceram com um sexo biológico, mas psicologicamente não aceitam sua condição sexual. Ou seja, elas possuem a genitália mas sentem intimamente que pertencem ao sexo oposto ao seu sexo anatômico. Um transexual masculino é anatomicamente um homem, mas sente-se como uma mulher desde a infância e o transexual feminino é justamente o contrário. Durante a vida, procuram se aproximar fisicamente do seu sexo psicológico, principalmente através de hormônios. Tem casos que esta não aceitação do sexo, fazem com que o transexual não goste nem de se tocar sexualmente. Este conflito por vezes só é superado pela operação de readequação genital (troca de sexo). Aí sim, a pessoa encontrará um equilíbrio com seu sexo biológico e psicológico, achando assim seu verdadeiro "eu". Muitos mitos quanto a este tipo de cirurgia já caiu por terra. Antigamente dizia-se que o transexual que operava ficava louco, que não sentia orgasmo e coisas do gênero. Hoje os avanços científicos fazem com que, após a cirurgia, os transexuais levem uma vida normal, sem loucura e até mesmo sentindo orgasmos, pois se hoje, uma cirurgia de miopia é completamente diferente de anos atrás, devido a evolução científica, por que com a cirurgia de mudança de sexo seria diferente? Exemplos de transexuais: Roberta Close, Maitê Schneider e Gretta Starr.

 

A sexualidade humana é por demais complexa e estamos bem longe de sabermos tudo o que este ser mutante chamado homem é capaz de fazer, querer, ser.

21. Ele terá dificuldade em conseguir ou manter-se no emprego?
Vai depender muito da postura dele. O preconceito ainda é muito grande nas empresas e ele deve preparar-se para enfrentá-lo Se for uma pessoa qualificada na profissão que exerce e tiver uma postura que leve os colegas de trabalho a respeitá-lo haverá sucesso. Se já saiu do armário, é necessário que ele respeite os limites dos colegas de trabalho e estabeleça também os seus limites para se impor. A maioria dos homossexuais não assume sua condição no ambiente de trabalho, por conta do preconceito.

 

22. Devo conhecer o namorado dele?
Sim, deve. Se você aceita-o e ele está na adolescência é importante você conhecer. Você deve estar pensando, para que conhecer? Bem, você quer conhecer a nomorada do seu filho hetero, não é verdade? Muitos pais que conheço externam este desejo. Por que não conhecer a namorada da sua filha lésbica ou o namorado do seu filho gay, por exemplo? Saiba com quem seus filhos estão se envolvendo.

 

23. Como deve ser a minha primeira conversa sobre a sua homossexualidade?
Pai e mãe, antes da conversa, siga este modelo de passo-a-passo que eu desenvolvi para orientá-los.

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Escrito por Redação às 12h37
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INFORMAÇÕES PARA OS PAIS - Parte III


 MODELO DOS 7 PASSOS
Para aceitação da homossexualidade do seu filho(a)
*Criando pelo psicólogo João Batista Pedrosa*

Passo 1. Procure Sensibilizar-se:
A formação educacional, religiosa e emocional em nossa sociedade leva cada um de nós a rejeitar a homossexualidade. Provavelmente a sua também foi assim. Portanto, é o momento de você desarmar-se e abrir sua mente para a questão. Pense neste momento que, para o filho homossexual, ser mais ou menos feliz, dependerá também do apoio que terá dos pais. Questione toda formação moral que você recebeu com relação à homossexualidade. Reflita sobre as perguntas abaixo:

 

  • Será que a homossexualidade é mesmo um bicho de 7 cabeças?
  • As pessoas homossexuais são realmente sem-vergonhas?
  • É verdadeira a imagem que, muitas vezes, as pessoas que repudiam o homossexual e alguns meios de comunicação passam de que o gay e a lésbica são pessoas depravadas, promíscuas e desqualificadas enquanto Seres Humanos?
  • Seu filho homossexual tem esta orientação sexual por livre escolha? Você acredita sinceramente?
  • Com toda rejeição que ainda existe na sociedade, será que seu filho ou sua filha "escolheu" ser homossexual para enfrentar toda essa barra do preconceito?
  • Será que Deus, com toda sua bondade condena mesmo o homossexual?
  • E se fosse você que estivesse no lugar do seu filho, o que você queria que seus pais fizessem com você? Aceitação? Rejeição? Abandono? Expulsar você de casa? Cortar sua mesada? Tirar você de um bom cólegio, pois não querem mais investir em você, pois avaliam que você será um fracasso na vida?

 

Mãe tranque-se no seu quarto e durante 40 minutos reflita sobre as questões acima. Se seu marido estiver aberto para a questão faça esta reflexão junto com ele, troquem idéias sobre as quetões acima.

 

Passo 2. Procure Informação:
Como é um assunto tabu você deve ir à fonte correta para colher informações, pois é necessário que você informe-se tendo uma visão histórica, social e psicológica da homossexualidade. As principais fontes de informações são: livros (veja bibliografia do site Armário X), homossexuais que já estão em harmonia com sua orientação ou saíram do armário, psicólogo, psicoteraputa sexual, educador e pais de outros homossexuais. Escolha muito bem onde colher informações, dependendo da fonte sua cabeça pode ser confundida ainda mais.

 

Passo 3. Procure Compreender:
Compreender significa alcançar o significado da homossexualidade com inteligência. Compreender é você, racionalmente, ir fundo na questão, atinar, perceber e entende por que ocorre este fenômeno com seu filho. Compreender é sair da superficialidade e aprofundar. Não busque conclusões definitivas, mas aqui é importante o exercício de pensar e refletir.

 

Passo 4. Provoque Diálogo:
Se ele deu dicas de que é homossexual, se alguém falou para você, se ele mesmo falou ou insinuou, se você acha que ele é, ou se ele procurou você, chegou a hora de conversar com seu filho. Alguns pais preferem falar juntos. A prática tem indicado que a forma abaixo é mais efetiva. Geralmente a mãe tem uma ligação mais forte com o menino e a menina. Eu sugiro três momentos de diálogo.

4 Primeiro Momento: mãe com filho.
4Segundo Momento: pai com filho.
4Terceiro Momento: ambos com filho.

Desta forma, seu filho e você ficarão menos estressados e o diálogo flui melhor. Perceba também que a relação entre mãe e filho é diferente da relação entre pai e filho. Existem particularidades e papéis. São momentos diferentes. Por uma questão de formação cultural, o pai pode ser machista e recusar-se a falar com o filho e não aceitá-lo. Neste caso mãe, vá em frente, o seu apoio já é muito importante para o seu filho!

 

Passo 5. Procure Interagir:
Ufa ! o mais difícil já passou. Mas, vamos em frente! Interagir significa agir mutuamente, relacionar-se sem barreiras com o seu filho. Você já quebrou a grande barreira, ele sabe que você sabe, agora é a hora da aproximação verdadeira entre pais e filhos. Ele já sente o seu apoio. Você, pai e mãe, não podem imaginar o alívio e a felicidade do seu filho. Ele pode contar com os pais. Ele agora poderá encher a boca e dizer para os colegas: Meu pai e minha mãe são os meus melhores amigos! Posso contar com eles! As mudanças no seu filho serão perceptíveis: será uma pessoa mais segura, mais comunicativa, menos tímida, mais atirada para a vida, fará planos para o futuro, irá buscar novos desafios no trabalho, sua auto-estima será elevada, cuidará mais do corpo e da saúde. Enfim, ele terá gosto em curtir esta bela aventura que é a vida.

 

Passo 6. Procure Acompanhar:
Demonstre interesse pela vida social, escolar e afetiva do seu filho. Agora ele não terá vergonha de apresentar seus amigos para os pais. É hora de você saber quem são os amigos do seu filho. Na adolescência é fundamental este acompanhamento. Estes amigos influenciarão muito seu filho, seja ele homossexual ou heterossexual. Serão modelos de conduta. Promova um jantar ou churrasco e peça para seu filho convidar os amigos que ele mais gosta. Peça para ele chamar também o namorado ou alguém que ele paquera. Durante este evento converse com as pessoas. Depois deste congraçamento, sente com seu filho e fale o que você achou das pessoas, sinceramente. Algumas você vai achar legais outras não. Veja qual é a opinião dele. Será que seria demais eu pedir que você, pai e mãe, se auto-convidem pedindo para o seu filho levá-los para um bar ou danceteria gay? É isso mesmo, conheça o local que seu filho frenqüenta. Alguns pais que foram conhecer relataram-me: Nossa, fiquei surpreso, pensei que fosse tão diferente. Encontrei uns jovens tão bonitos e descontraídos. O ambiente era tão saudável. Gostei tanto que vou voltar!

 

Passo 7. Proporcione Suporte:
Proporcionar suporte significa criar condições para que seu filho, principalmente na adolescência ou saíndo dela, possa ter uma vida saudável, desenvolvendo-se plenamente enquanto Ser Humano. Faz-se necessário que você estimule a independência financeira dele, oriente-o para que estude, tenha uma profissão e trabalhe. Do ponto de vista afetivo, tenha sempre o seu ombro amigo para acolher o seu filho ou a sua filha na hora que precisarem.

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24. Será que é melhor reprimir a homossexualidade ou "fazer de conta" que não sei de nada?
Estes são os piores caminhos que você pode trilhar. Prepare-se e fale com seu filho amigavelmente. Pais que tentaram coagir o filho, chantagear, agridir fisicamente, e com um discusso moralista querer torná-lo heterossexual não tiveram sucesso. Eu não conheço nenhum caso e entre meus colegas psicólogos deconheço algum relato de sucesso. Fazer de conta que nada sabe também não é indicado. Procure compreender o ponto de vista dele, investigue sobre o assunto, cheguem a um acordo e estabeleçam você e ele regras civilizadas de convivência. Siga o Modelo dos 7 Passos da questão 23.

 

25. O que realmente significa ser ativo ou passivo nas relações sexuais do gay?
Os que preferem ser ativos gostam de penetrar o seu pênis no ânus dos que preferem ser passivos. Os versáteis são os gays que são ativos em algumas relações e passivos em outras, não têm uma preferência. Por conta da nossa cultura machista, muitos gays supervalorizam sua condição de ativo e gostam de desqualificar os passivos. Alguns gays e pessoas que desconhecem a realidade do gay associam ser passivo com ser feminino, o que não é verdade. Existem muitos gays ativos que são efeminados bem como existem muitos gays passivos masculizados. Além do uso das genitálias para fazer sexo, há muita troca de carinho nas suas relações sexuais. Tanto os gays como as lésbicas são pessoas muito afetuosas nas suas relações.

 

26. É verdade que todo gay é muito promíscuo, transa com muita gente?
Assim com existem muitos heterossexuais promíscuos, existem muitos gays também. Muitos gays não conseguem ter uma relação estável com seu companheiro. O motivo principal é o preconceito social. Isto faz com que o gay tenha uma maior mobilidade nas suas relações, criando maiores oportunidades de encontros e namoros. Isto não significa que todo gay é necessariamente promíscuo.

 

27. Porquê na televisão (programas de humor e novelas) sempre aparece um gay cheio de trejeitos, falando "mole", usando roupas exageradas e fantasiados de mulher? O gay é assim mesmo?
Não. A maioria dos gays não apresenta este padrão de comportamento, mas a sociedade ao longo dos tempos vem apresentando o gay em forma de caricatura de um ser feminino. Para o dicionário Aurélio Caricato significa [Do italiano. caricato, 'carregado (nos defeitos)'.] Adj. 1. Ridículo, burlesco, grotesco, caricaturesco. 2. Teatr. Diz-se do ator cômico que interpreta caricaturas. • S. m. 3. Esse ator. Foi uma forma encontrada pela sociedade de admitir que o homossexual existe, porém ele é apresentado como um palhaço que faz ri, divertido, ingênuo, assexuado e não representando, portanto, perigo para a sociedade. Os meios de comunicação reforçam este esteriótipo amaneirado. Na TV brasileira quem não conhece; Capitão Gay, Pitbicha e Pitoca, Haroldo, Alfredão, Vera Verão, etc. São personagem adoradas pelas crianças, pois são espalhafatosas, com gestos largos, exageradas, divertidas e coloridas. Como os gays não têm outras referências de padrão comportamental fortes na mídia, muitos adotam a caricatura como referência comportamental no seu dia-a-dia, como mecanismo de diminuir a rejeição da sua pessoa na sociedade. Se por um lado são "aceitos" por outro são ridicularizados e não são levados a sério. São motivo de piadas e chacotas.

 

28. O que devo fazer quando alguém atacar ou discriminar meu filho?
Você deve defendê-lo e prepará-lo para que ele se proteja também. Como? Utilize o seu bom senso e converse abertamente com ele sobre esta possibilidade real de ataque. Aliás, ele será motivo de piadas e chacotas, mesmo que não apresente um comportamento caricato ou efeminado. Se ele der alguma dica, mesmo sem querer será atacado. Por exemplo, ele será cobrado com relação às namoradas e dependendo da postura dele, as piadas e insinuações virão. Com muita criatividade e com o nosso jeitinho peculiar de brasileiro, se ele tiver uma boa auto-estima e seu apoio, saberá contornar muito bem a situação e não será humilhado publicamente.

 

29. E se eu mandar meu filho para um psicólogo, será que ele não pode dar um jeito de mudar meu filho para que seja heterossexual?
Se este psicólogo guiar sua prática profissional pela ciência e for uma pessoa ética ele tentará não mudar a orientação do seu filho, mas sim harmonizar seu filho com a orientação sexual dele, minimizando assim os possíveis danos psicológicos existentes.



Escrito por Redação às 12h36
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INFORMAÇÕES PARA OS PAIS - Parte IV


36. Meu filho é adolescente e falou-me que é gay. Eu aceitei, pois acho que é uma fase na vida dele. Penso que logo ele irá procurar as garotas. É assim mesmo?
Não, não é assim. Para o Dr. John Money, cientista da Universidade Johns Hopkins - EUA, "a orientação sexual é algo que temos para sempre e é melhor que nos acostumemos com isso". Para ele, é por volta dos 2 anos de idade que a orientação sexual heterossexual ou homossexual é fixada no cérebro. Se seu filho é gay e for pressionado por você, por grupos de amigos heterossexuais ou parentes, ele poderá procurar meninas, namorar e até casar, mas continuará sendo gay. Casado terá uma vida dupla e clandestinamente continuará tendo relações homossexuais. Em alguns casos, os que entram num casamento heterossexual sofrerão bastante e procurarão ser fiéis às esposas. Geralmente apegam-se, por um período, a uma seita ou religião que condenam a homossexualidade. Com o passar do tempo, não aguentando a pressão de não poder manifestar sua orientação sexual, cedem e passam a manter relações homossexuais escondidas. Existe aqui uma particularidade; alguns adolescentes transam com meninos e meninas, por um curto período, mas logo passam a transar só com meninas apresentando um padrão exclusivamente heterossexual para o resto da vida.

37. É verdade que todos os gays procuram "profissões femininas" ?
Não é verdade. Os gays e as lésbicas estão presentes em todas as profissões. Entretanto, o sociólogo Frederick L. Whitam, da Universidade do Arizona - EUA, comparou experiências infantis de 375 homens homossexuais na Guatemala, Brasil, Filipinas, Tailândia, Peru e Estados Unidos. Ele chegou a várias conclusões e uma delas é que: Mesmo em diferentes sociedades, os homossexuais se parecem em relação a certos interesses comportamentais e escolhas ocupacionais. O que acontece é que, muitas vezes, por conta do preconceito alguns gays escolhem profissões junto ao público feminino onde o nível de rejeição à homossexualidade é menor, por exemplo cabeleireiro e maquiador.

38. É verdade que quando a criança mostra uma tendência para ser homossexual, se os pais reprimirem, chamando a atenção ou mesmo batendo na criança, com o tempo esta tendência desaparecerá?
Não é verdade. Esta criança sofrerá muito e desenvolverá algum tipo de distúrbio psicológico ou psiquiátrico. O reflexo virá na adolescência e na idade adulta. Poderá tornar-se violento e cair na marginalidade.

39. O que devo fazer: se pegar ele namorando, escutar uma conversar ao telefone, pegar uma carta de amor, ou alguém falar para mim que ele é homossexual?
Prepare-se e fale no momento adequado com ele. Siga as orientações da questão de número 23 (Modelo dos 7 Passos).

40. Devo falar sobre sexo seguro e Aids com ele?
Faz parte do seu papel, enquanto pai e mãe, proteger seus filhos e orientá-los com relação às questões sexuais, independente dele ser homossexual ou heterossexual. Fale de forma franca e aberta. Se achar que é um assunto que lhe causa desconforto, compre um livro e entregue para ele, ou encaminhe-o para uma palestra ou ainda peça para alguém de sua confiança abordar o assunto.

41. Será que ele vai afastar-se de mim se eu falar sobre sua homossexualidade?
Se você aceitar sua condição de homossexual acolhendo-o, certamente que não.

42. Meu primeiro filho foi muito esperado por nós. Queríamos muito que fosse uma menina. Todo o enxoval foi cor-de-rosa. Para nossa decepção nasceu um menino. Ele hoje é um jovem gay. Será que este nosso desejo influenciou para que ele fosse gay?
Não. A força de seu desejo certamente não influenciou na orientação sexual que é algo muito concreto e forte que toda pessoa traz consigo.

43. Todo gay é efeminado e toda lésbica é masculinizada?
É um mito muito presente nos debates. Posso afirmar qua a maioria dos gays são pessoas másculas e a maioria das lésbicas são bastante femininas. Existe uma parcela de gays efeminados ou caricatos (que imitam as mulheres) como existe uma parcela de lésbicas masculinizadas e caricatas também. A caricatura foi absorvida pela cultura homossexual como uma forma de descontração para aliviar o estresse emocional. É também a forma que alguns gays encontram para serem aceitos socialmente, já que a própria sociedade e a mídia estimulam este tipo de comportamento. Nesta questão existe também a abordagem da orientação sexual e os hormônios que têm influência no grau de masculinização e feminilização das pessoas. Encontramos gays extremamente femininos (não caricatos) bem como gays extremamente masculinos. O mesmo raciocínio aplica-se para as lésbicas. E encontramos também homem heterossexual efeminado e mulher heterossexual masculinizada. Estes dois últimos padrões são raros. De qualquer forma, devemos aprender a conviver com a diversidade de comportamentos, respeitando a maneira de cada pessoa comportar-se. Imaginem como o mundo seria chato se fossem estabelecidos padrões rígidos de comportamentos e todos tivessem que segui-los ao pé da letra.

44. No colégio minha filha sofre muita discriminação dos colegas por ser lésbica. Como devo orientá-la?
Esteja muito próximo dela e acompanhe de perto o seu desenvolvimento escolar. Converse com os professores e a direção da escola. Possivelmente você terá alguns problemas relacionados com a homofobia (rejeição a homossexualidade), que é bem presente também entre os professores. Apoie sua filha e ensine-a a proteger-se diante das situações concretas que aparecerem. Ganhe a confiança da sua filha e sempre converse com ela sobre o assunto. Não existe uma receita, mas existe um fundamento: Aceite-a e nunca abandone sua filha nestas situações.

45. Devo receber a namorada dela em nossa casa?
Sim, deve. Observe quem é esta pessoa que estar saindo com sua filha. Seu parâmetro de avaliação será sempre: retidão de caráter e honestidade. Sinta esta pessoa e veja se é uma boa ou má companhia para sua filha. Converse sobre este assunto com ela.

46. Ouvir falar que a velhice dos gays é muito triste. Eles ficam sozinho e ninguém mais sente interesse por eles?
O homossexual, assim como o heterossexual, pode ter uma vida afetiva e sexual muito ativa na velhice. Vai depender muito da sua saúde física e mental. É verdade que tanto para o homossexual como para o heterossexual a velhice na nossa sociedade é muito difícil. No caso do gay e da lésbica a situação se agrava por conta do preconceito e do afastamento da família que já ocorreu há muitos anos; ou eles mesmos se afastam da convivência familiar, montando uma rede de amigos que substituirá a família genética. Porém, existe um fenômeno interessante entre os gays que é pouco comum entre as lésbicas e os heterossexuais. Eu, enquanto psicólogo, estou estudando esta questão para melhor entendimento. Existe uma parcela considerável de gays que sentem-se atraídos sexualmente por homens bem mais velhos, os chamados coroas, que estão na faixa dos 40 até 80 anos de idade. Não é raro encontrar jovens gays de 20, 25 ou 32 anos namorando apaixonadamente os coroas. Em São Paulo, na capital, existem bares e boites que possuem um público predominantemente de coroas, onde os casais gays encontram-se para um bom papo regado a chope. A vida dos gays que entram na chamada terceira idade pode ser bem animada.

47. É verdade que o garoto que é criado sem a presença do pai poderá ser gay?
Não é verdade. Não existe relação entre homossexualidade x ausência do pai. Pelo menos é o que indicam as pesquisas. Claro que o menino precisa na primeira infância de uma figura masculina para modelo. Não tendo o pai, ele naturalmente se identificará com alguém do seu convívio; poderá ser o tio, o vizinho, o avô, o porteiro do prédio, etc.



Escrito por Redação às 12h32
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INFORMAÇÕES PARA OS PAIS - Parte V


48. O professor de meu filho de 12 anos é gay assumido. Será que ele não pode influenciar o meu filho e ele pode tornar-se gay?
Precisamos entender que as pessoas são gays, não se tornam gays. Se o seu filho tiver a orientação homossexual, mesmo que ainda não explicitada, este professor poderá despertar esta orientação no seu filho, mesmo sem contato físico nenhum com ele. Seu filho pode apaixonar-se pelo professor, o que é comum nesta fase. Mas, se seu filho for heterossexual, portanto gostar de mulher, não existe qualquer possibilidade deste professor gay ter a capacidade de mudar a orientação sexual dele.

49. Do ponto de vista da ciência, o que já se sabe hoje sobre orientação sexual?
Alguns gays, lésbicas e grupos homossexuais organizados apresentam uma certa barreira com relações as questões científicas referentes à homossexualidade, argumentando que estas descobertas podem ser usadas para manipulações de todo tipo contra os homossexuais. Em particular os estudos da biologia e da genética são vistos com reservas por eles. Preferam conclusões mais subjetivas, humanitárias e filosóficas sobre a homossexualidade. É uma posição que deve ser respeitada. Eu, enquanto psicólogo, acredito no pensamento científico e acho que ele pode ser utilizado em benefício do homossexual. Penso que a ciência é um instrumento fundamental para guiar minha atividade profissional. Como estaria hoje a humanidade se não fossem as descobertas científicas? A humanidade já avançou muito na medicina, na informática, na engenharia, etc., melhorando nossa qualidade de vida. Do ponto de vista científico, sabe-se muito pouco ainda sobre a homossexualidade. Um dos motivos é a falta de verba e pesquisa nesta área. E o motivo é simples, o preconceito que existe no próprio meio científico contra o homossexual. As poucas pesquisas realizadas ou que estão em andamento são feitas, na maioria, por cientistas gays. É o caso do renomado cientista Dr. Simon LeVay do Institudo Salk-EUA. Algumas questões já foram evidenciadas e muitas estão sem uma conclusão definitiva ainda. Abaixo relaciono o que já se sabe hoje sobre orientação sexual homossexual. Estas questões foram elencadas por Chandler Burr no livro de sua autoria chamado Criação em Separado - Como a Biologia nos faz Homo ou Hetero.

1. Os biólogos se referem à característica como um dimorfismo estável, expresso através do comportamento. Dimorfismo significa o aparecimento de 2 formas diferentes de uma determinada característica, dentro de um mesmo grupo. Por exemplo, a orientação sexual pode ser heterossexual ou homossexual entre os Seres Humanos. Este fenômeno é um dimorfismo. Ele é estável, ou seja, fixo e permanente ao longo das gerações.

2. Esta característica fixa existe sob forma de duas orientações básicas internas (heterossexual e homossexual), que são invisíveis. Estima-se que mais de 90% da população tem a orientação majoritária (heterossexual) e menos de 10% (um estudo confiável faz o cálculo de 7,89%) tem a orientação minoritária (homossexual), embora ainda haja debates a respeito do percentual exato, não existindo um consenso.

3. Apenas um número reduzido de pessoas (não se sabe quanto) é, de fato, orientado igualmente das duas maneiras (bissexuais).

4. Estudos da história da arte sugerem que a incidência das duas diferentes orientações (heterossexual e homossexual) tem sido constante há cinco milênios.

5. A orientação sexual de uma pessoa não pode ser identificada apenas por meio de uma rápida olhada. As pessoas que têm a orientação homossexual são tão diversas em aparência, raça, religião, e em todas as outras características das que têm a orientação sexual heterossexual.

6. Como a característica é interna e invisível, a única maneira de identificar a orientação sexual de uma pessoa é observar o comportamento dela ou os reflexos que o expressam.

7. Em si mesmo, a característica não é um comportamento. A característica é a orientação sexual neurológica expressa, em certos momentos, através das atitudes das pessoas. Um homossexual pode assumir, quase sempre, um comportamento heterossexual, devido à repressão social. Mas, neurologicamente a característica da sua orientação sexual e homossexual. Esta orientação, depois de fixada neurologicamente, não irá mudar.

8. Nenhuma orientação sexual é doença física ou mental. Nenhuma delas é patológica.

9. Nenhuma orientação sexual é escolhida pelo indivíduo. Ela é fixada independente da sua vontade.

10. Sinais da orientação sexual são detectados na mais tenra infância. Alguns pesquisadores apontam que tanto a orientação sexual heterossexual como a homossexual são fixadas entre 2 ou 3 anos de idade. Há divergências. Outros cientistas defendem a idéia que ela é definida da seguinte forma: uns acham que antes do nascimento, outros acham que aos 2 anos de idade e uma terceira opinião de que é além dos 2 anos, mais tardiamente. Entretanto todos concordam que ocorre até o final da infância.

11. Estudos sobre adoção mostram que a orientação de uma criança adotada não tem relação com a dos pais adotivos, demonstrando que o carácter (características individualizadas de uma pessoa) não é enraizado pelo ambiente.

12. Estudo com gêmeos idênticos (que possuem genes idênticos) apresentam uma possibilidade acima da média de se compartilhar a mesma orientação sexual, comparados com pares de indivíduos selecionados aleatoriamente. Nos gêmeos idênticos a probabilidade de compartilharem a orientação homossexual, por exemplo, é acima de 12% (média mínima) e superior a 50% (média elevada). Enquanto, nos pares aleatórios de indivíduos a média está pouco abaixo de 8%.

13. A incidência da orientação homossexual é espantosamente maior na população masculina; cerca de 27% mais elevada do que na feminina.

14. Pesquisas científicas indicam que a orientação homossexual tem origem nas famílias, é passada de pais para filho num padrão indefinido, mas geneticamente característico.

15. Este padrão resulta do chamado "efeito maternal". A orientação homossexual, como foi expressa nos homens pesquisados pelo Dr. Hamer, parece ser passada pela mãe. Este "efeito maternal" foi descoberto por este cientista geneticista molecular o Dr. Dean Hamer.

Quero deixar claro que os 15 pontos colocados acima são evidências. Não há conclusões ainda. As pesquisas são muito embrionárias.

50. Pai e mãe, vocês permitem que eu deixe uma mensagem, enquanto psicólogo e estudioso do assunto?
Bem, não preocupem-se em demasia na busca da origem da homossexualidade e por que aconteceu com seu filho? Deixem esta tarefa para os cientistas e os estudiosos do assunto. Como escreveu um gay considerado um dos maiores gênios da humanidade chamado Leonardo da Vinci: Nada pode ser encontrado na natureza que não seja parte da ciência. Os cientistas cuidarão disto. Qual a parte que cabe a vocês, pai e mãe?

Primeiro
façam um esforço tremendo para despir-se de todos os preconceitos e dogmas que carregam dentro de seus corações e mentes. Relaxem, não levem a "coisa" com muita seriedade e de forma "pesada", tenham senso de humor!

Segundo
simplesmente AMEM seu filho gay e sua filha lésbica, pois eles são um prolongamento de vocês. Se vocês negam seus próprios filhos, não aceitando-os por inteiro, vocês estão negando a si próprios enquanto Seres Humanos.

Obrigado pela leitura deste guia e desejo momentos de muitas emoções e felicidades entre vocês e seu filho gay ou sua filha lésbica. Alguma dúvida, depoimento ou sugestão escreva neste meu e-mail pedrosa@syntony.com.br que terei a maior satisfarção em responder.

 

PARA PESQUISA NA INTERNET ACESSE OS SITES ABAIXO:

-Dr. John Money
http://www.allaboutsex.org/johnmoney.html

e http://www.gaylib.com/text/rept17.htm

-Dr. Dean Hamer
http://rex.nci.nih.gov/RESEARCH/basic/biochem/hamer.html

e http://www.drury.edu/multinl/story.cfm?ID=5398&NLID=224

-Dr. Frederick L. Whitam
http://www.asu.edu/clas/sociology/faculty/whitam.html


-Reporter Chandler Burr
http://members.aol.com/gaygene


-Dra. Angela Pattatuci
http://www.csr.nih.gov/archives/pattatucci.htm


-Psicº. João Batista Pedrosa
http:/www.syntony.com.br/pedrosa


-Associação Americana de Psiquiatria
http://www.psych.org

-Associação Americana de Psicologia
http://www.apa.org

-Conselho Federal de Medicina do Brasil
http://www.portalmedico.org.br

-Conselho Federal de Psicologia do Brasil
http://www.pol.org.br

-Lonardo da Vinci
http://www.mos.org/leonardo



Escrito por Redação às 12h31
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